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Edilson Rocha - É colunista do Página Revista.

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Nov.2009

Criticar apenas por criticar...

Poucos minutos após a vitória do candidato Jaques Wagner ao governo da Bahia, em outubro de 2006, houve uma grande festa dos segmentos petistas de Xique-Xique, com discursos do tipo: “Chega de Braguismo, chega de política arcaica”; “Xique-Xique finalmente está liberto”, entre outros.
Naquela oportunidade, o deputado filho da terra, Reinaldo Braga, deu apoio, durante toda a campanha, ao governador Paulo Souto, que lutava pela reeleição. No entanto, tão logo Wagner tomou posse do governo, em 2007, passou a dar-lhe sua contribuição de parlamentar experiente e altamente influente na sustentação política via Assembléia Legislativa.

Passados três anos, parte da cúpula petista de Xique-Xique ainda lamenta e repudia ferozmente o fato de o deputado Reinaldo Braga fazer parte do governo de Jaques Wagner e ter, com isso, todo o seu respeito e carinho, como, aliás, ficou evidente em suas recentes passagens pelo Município.
Chego a estranhar todo o esperneio de determinados adversários do estilo do deputado Reinaldo com relação aos inquestionáveis laços políticos envolvendo o deputado filho da terra com o governador do partido da estrela.

Parte desses adversários, que integra a ala petista, parece que se esqueceu de que Lula, em 1989, quando foi candidato pela primeira vez à Presidência da República, só perdeu a eleição para Fernando Collor porque não aceitou, no segundo turno, o apoio oficial do PMDB, simplesmente porque entendia não ser prudente governar o País com um partido que, ideologicamente, não era de esquerda.

Não existe governo que, eleito democraticamente pelo voto direto, seja capaz de administrar sozinho todo o País. Que o diga o então algoz de Lula, o presidente Fernando Collor, vítima de impeachment em 1992, por alguns erros seus, é verdade, mas também pela sua conduta arrogante de lidar com os integrantes do Congresso Nacional, como se não dependesse destes para aprovar os seus projetos em busca de “Um Brasil Novo”, que havia sido seu slogan de campanha eleitoral. 

A política brasileira – não diria de todo o mundo, haja vista as questões de cunho cultural e religioso – não dá mais espaço ao radicalismo nas discussões que objetivam mudanças e melhorias de um determinado governo, sejam nas esferas nacional, estadual e municipal.

O diálogo, os acordos, enfim, fazem parte dos princípios da democracia, contanto que as partes envolvidas tenham competência, capacidade de persuasão e a intenção maior, que é a de defender, sob todos os aspectos, os interesses da população. E isto o deputado filho da terra o faz com todos esses adjetivos, tornando possível a consolidação de um elo que vem contribuindo com o firmamento de parcerias entre o Município e o Governo do Estado para a realização de obras e serviços.

Criticar apenas por criticar, se não for imbuído no aspecto construtivo, jamais será o bastante para distinguir um estilo de trabalho superior ao outro. É necessário trabalhar, trabalhar e trabalhar, mostrando a todos o fruto do trabalho exercido, algo que, registre-se, tem faltado por parte de determinados opositores ao homem público heptacampeão como deputado na Assembléia Legislativa da Bahia.         

Edilson Rocha - edilsonrochasantos@hotmail.com

Dez.2009

Previsões furadas e possibilidades reais

            A decisão do Campeonato Brasileiro de 2009 ocorreu no último dia 6 de dezembro e, novamente, os profetas de plantão erraram suas previsões. O pai-de-santo Roberto de Ogum, por exemplo, considerado um desses mais populares “bruxos”, proclamou 40 ou 50 dias atrás que o título do Brasleirão deste ano iria para o Internacional de Porto Alegre. Todavia, para o ceticismo inicial de parte até mesmo de vários torcedores rubro-negros, o Flamengo é que faturou o mais importante certamente de futebol nacional da temporada.

Saindo das previsões furadas, no caso do Campeonato Brasileiro de 2009, e entrando nas possibilidades reais, não necessariamente na esfera do esporte número um do Brasil, tomo a liberdade para desejar a toda a humanidade (eu disse humanidade) um feliz 2010, cheio de grandiosas realizações e torcer para o nosso país melhorar ainda mais a vida de todos nós, sofredores, mas sempre esperançosos brasileiros.
O Brasil, sem sombra de dúvidas, está um pouco melhor do que em décadas atrás, ainda que, a meu ver, não em todos os aspectos. A saúde, indiscutivelmente, está muito doente no governo Lula e, por isso, entendo até ser necessária uma análise bem profunda, mais adiante, em alguma das edições futuras do Pagina Revista.

Prefiro, entretanto, me ater à administração municipal de Xique-Xique, a qual, ao contrário das de outras cidades, inclusive da nossa região, tem servido de grande exemplo como algo positivo e termina o ano num estágio bom, levando-se em conta a queda de suas receitas em 2009 e o surgimento da obrigação de efetuar pagamentos de precatórios decorrentes de dívidas causadas por gestões anteriores.

O ano de 2010 vem aí e com ele a nossa esperança de que dias ainda muito melhores teremos ao longo dos seus 12 meses. Teremos no Brasil eleições para presidente da República, senadores, governadores e deputados estaduais e federais, cabendo a nós brasileiros, inclusive xique-xiquenses, saber escolhê-los.
Distinguir os candidatos que verdadeiramente representam Xique-Xique dos que apenas acabam conhecendo o nosso município apenas em ano de eleições é um princípio imprescindível para que não cometamos equívocos.

A esperança por dias melhores, por boas realizações, enfim, em benefício do bem-estar de uma sociedade, envolve a adoção de valiosos posicionamentos políticos, entre os quais, sendo o mais importante, a escolha certa na hora de votar nos seus candidatos.

Edilson Rocha - edilsonrochasantos@hotmail.com   

Janeiro de 2010

Os cansativos discursos das solenidades de formatura

Ainda que existam pessoas que opinam pelo contrário, as solenidades de formatura realizadas em Xique-Xique, concernentes a cursos de segundo grau, das principais unidades de ensino do Município, continuam com o encanto de quem delas participa ou tão-somente as presencia.

Se fizermos uma viagem pelo tempo, lembraremos de que o terno e a gravata já não fazem parte do vestuário dos padrinhos das principais estrelas desses eventos: os formandos.

Outras mudanças, tais como a presença exclusiva dos formandos e convidados nas festas-baile realizadas após os comes-e-bebes em suas residências, também deixaram de ser determinantes – a meu ver, um aspecto negativo, pois acabou transformando-as em festas comuns, como quaisquer outras realizadas todos os fins de semana, tanto que “os não-convidados” agora acabam adentrando-as com a contrapartida do pagamento de ingressos próximo às portarias dos clubes.

Deixando os aspectos negativos de lado, envolvendo as solenidades de formatura de segundo grau em Xique-Xique, me permito destacar uma mudança altamente positiva que vem ocorrendo nos últimos anos. Refiro-me aos discursos, as mensagens, proferidos por longuíssimos minutos no passado, para o desespero dos formandos e padrinhos, cansados, apesar de sentados, mas que tinham obvia e eticamente de aguardar o encerramento das solenidades. Os discursos e mensagem proferidos agora são curtos.

Mesmo com este progresso, numa das solenidades realizadas no final de 2009 um dos oradores resgatou esse torturador procedimento, causando desconforto a praticamente todos os presentes, numa linha que não apresentou quaisquer novidades aos que o ouviam, se é que realmente o ouviam.

Na mesma oportunidade, o prefeito de Xique-Xique, que normalmente apresenta algo novo sobre a educação em quase todos os seus pronunciamentos em solenidades de formatura, percebendo o cansaço dos formandos e demais presentes, proferiu suas palavras por apenas quatro ou cinco minutos.

No geral, o maior pesadelo para os formandos, padrinhos e até mesmo convidados nessas solenidades era o tempo de duração dos pronunciamentos. Felizmente, exceto algumas exceções, esse pesadelo é agora quase inexistente.

Valho-me salientar que esta nova era em relação aos protocolos oficiais das solenidades de formatura em Xique-Xique não se procedeu por acaso, mas sim, ainda que implicitamente, por um jovem dinâmico, trabalhador, como bem cita em várias ocasiões o secretário municipal de Educação, Filemon Nery Nepomuceno.

Talvez esse jovem dinâmico e trabalhador, talvez nem saiba e/ou não teve esta intenção, mas decerto vem inspirando muitos oradores a aprenderem escolher a linha e o tempo de discurso adequado às distintas ocasiões, como comícios políticos, entrevistas à imprensa escrita e falada, debates, congressos, seminários, etc., etc., etc., e logicamente solenidades de formatura. Que esse exemplo seja seguido por tantos outros oradores que não têm “desconfiômetro” quando usarem a palavra.

Edilson Rocha - edilsonrochasantos@hotmail.com 

Fevereiro de 2010

Uma melancia amarrada ao pescoço

Em meio a uma conversa com minha querida e única irmã, Marinalva Rocha, pouco antes de me decidir escrever esta matéria, discorremos sobre a obsessão de determinadas pessoas quererem tanto se aparecer, se expor, na maioria das vezes em circunstâncias totalmente descabidas.

Minha irmã, em certo momento do nosso educativo diálogo, porém em tom de brincadeira, me informou sobre a existência, possivelmente não oficializada pela ciência, de uma sigla denominada de NA no sangue, a qual, num primeiro momento, pensei que se tratava de alguma substância existente no organismo humano.

Perguntei-lhe qual o significado da sigla NA e me atentei que a resposta dela, NECESSIDADE DE SE APARECER, é justificável e totalmente correspondente ao que ocorre por parte de vários segmentos, independentemente de suas classes sociais.

Como tenho sempre a preferência de me ater a questões mais diretamente ligadas à nossa cidade, creio que nossos leitores, não necessariamente todos, coadunam com minha opinião em relação a alguns episódios corriqueiros em Xique-Xique.

Noto que determinados motociclistas, a maioria jovens, não satisfeitos com o barulho original de suas motos, abrem suas “descargas” para causar barulhos ensurdecedores e, assim, chamar a atenção das pessoas, principalmente das que frequentam os bares da mais importante artéria pública da cidade, que é a Avenida J. J. Seabra, e também das que apenas têm o prazer de nela passear.

Outros “cidadãos”, inclusive estudantes universitários e que deveriam apresentar condutas de bons exemplos, aproveitam suas férias para transformar seus automóveis em verdadeiros carros de som, estacionando-os em frente a bares e lanchonetes e, devido ao altíssimo volume dos seus equipamentos de som, prejudicando sobremaneira a comodidade dos clientes de tais estabelecimentos.

Esses são apenas dois exemplos de diversas situações que se encaixam perfeitamente ao perfil de portadores do hilário NA, o que, nem por isso, impedem que apresentemos algumas sugestões para aquelas pessoas que têm elevadíssima necessidade de se aparecer, enfim, de chamar a atenção.

Não vejo outra razão para que os personagens dessas crueldades o façam senão por querer ser exaustivamente notados, talvez porque que gostem de infernizar o sossego das pessoas, talvez porque queiram que alguém, talvez garotas pela quais estejam apaixonados, comecem a olhá-los e observar a existência deles no planeta.

A essas pessoas me permito uma sugestão bastante interessante e que, sem nenhuma dúvida, não prejudicará ninguém. Ao contrário, até ajudará economicamente outras, principalmente as que trabalham com o comércio de melancias:
Comprem uma melancia (não precisa ser grande e muito menos pesada) e amarre-a ao pescoço. Em seguida, percorra toda a avenida, preferencialmente a pé, sem, portanto, pilotar motocicleta e muito menos dirigir automóvel.

Segundo a opinião das pessoas com as quais venho conversando sobre esta sugestão, o sucesso de quem adora se aparecer é garantido. Quem adotá-la poderá, com toda certeza, chamar a atenção de muitas pessoas, fazer novas amizades, distribuir pedaços de sua melancia, ganhar patrocínios das principais quitandas da cidade e até protagonizar vídeos no site do Youtube, do qual grande número de acessos é da ala feminina.

Uma melancia no pescoço não faz barulho e, por isso, não irrita as pessoas que há muito tempo está com sua Lei do Silêncio sendo desrespeitada.

Edilson Rocha - edilsonrochasantos@hotmail.com
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