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Novembro de 2009
Os erros
Uma das coisas mais fantásticas do planeta Terra é a sua diversidade. Notadamente, a espécie humana, com toda a sua variação - fruto de uma infinita combinação de genes- tem algo em comum. Independente de qualquer fator, uma marca registrada do homem, que o torna ainda mais humano, sem dúvidas é o erro. Uma das certezas que podemos ter é a de que antes de morrer cometeremos vários erros, dos fatais aos mais engraçados, eles são intrínsecos a natureza humana.
Se um piloto de avião erra, centenas de vidas são colocadas em jogo; se a justiça erra, inocentes podem ir para a cadeia. O que seriam das fábricas de borrachas escolares se não fossem os erros? Errar o gol, pode custar um título de um campeonato de futebol. Se o homem sozinho comete vários erros, imaginem quando se unem para cometer grandes erros? Passeando pela história, e fazendo uma lista dos piores, encontramos as guerras, principalmente aquelas que se realizam unicamente para beneficiar os interesses de uma minoria. Em 59 a.C, um general Romano - Marco Licinius Crasso- fica famoso, não pela sua habilidade militar, como outros de seus colegas, mas pelo maior erro de sua vida e o último também, ao entrar em uma batalha sem experiência nenhuma e confiado no número de soldados, Crasso morre, bem como os 50 mil homens que comandava. A expressão “Erro Crasso”, vem da grande burrada de um homem, que cometeu um erro notável.
Na lista dos grandes equívocos da humanidade, posso citar: A escravidão dos negros, o Holocausto dos judeus na Alemanha nazista, a bomba atômica, dentre muitos outros. Há também os erros engraçados. No dia 2 de julho de 1823, na batalha de Pirajá, quando os nossos soldados já davam a derrota como certa na luta contra os portugueses que se opunham a independência do Brasil, o major ordena ao herói baiano - Corneteiro Luís Lopes - para dar o toque de recolher, só que Lopes deu o toque errado e fez com que as tropas avançassem, o que deu a vitória as tropas brasileiras, na data citada acima comemoramos a independência da Bahia. Existem muitos outros erros que não caberiam aqui.
Apesar de tudo os erros são muito importantes, se não fossem eles nós nunca aprenderíamos, os tolos persistem no erro e muitas vezes não são capazes de admiti-los, a arrogância e o orgulho, cegam de tal forma, que o homem se enxerga como um semideus. O que seria da ciência se não fossem os erros? Provavelmente, se ficássemos paralisados com medo de errar, estaríamos morando em cavernas. Uma atitude sábia é aprender com os erros dos outros, sempre ouça quem tem mais experiência do que você. Sabemos que mesmo que observemos os erros dos outros, ainda sim, cometeremos os nossos, afinal você também vai ter as suas histórias para contar; o negócio é ir aprendendo pra errar menos, porque existem erros que cometemos que podem custar muito caro, daqueles que você vai passar o resto da vida se lamentando.
Durante esse tempo que já vivi até aqui, errei um monte e sei que vou errar até o fim da vida, mas graças a Deus tenho aprendido com cada situação, existem erros que só podemos cometer uma vez apenas. E você leitor, já errou hoje? Nunca persista no erro, aprenda a pedir perdão, e reflita sempre, como diz a máxima popular “é errando que se aprende”. Os erros são uma grande oportunidade para mudarmos a rota do navio da vida.
Everton Rocha Carneiro | evertonrc@gmail.com
Dezezembro de 2009
Boas Festas
Mais um fim de ano se aproxima,
E com ele tantos outros fins,
E também vários outros começos,
Muitas luzes, muitas cores, muitos presentes...
Mas também, tanta hipocrisia!
Papai Noel não virá para os pobres,
Ele nem é real,
Ou melhor, ele é real, é dólar, é Euro...
Tempo de consumir, consumir e consumir.
Pra que tanta roupa nova,
Se continuam os velhos corações?
Todo ano a mesma coisa,
Todos de branco
E um mundo em guerra,
Muita gente nem vai ver o ano novo,
Vestido de vermelho.
Natal não é árvore,
Não é presente
E muito menos a visita de um bom velhinho.
O natal era pra ser o aniversário de Cristo,
Mas quem é que vai dar ouvidos,
A alguém que exige arrependimento,
Para que possam segui-lo?
É melhor deixar pra se comportar bem em dezembro,
E esperar um bom presente
Do velho Noel.
Everton Rocha Carneiro | evertonrc@gmail.com
Janeiro de 2010
A fragilidade humana
O ano começou com más notícias, para muitos a ressaca de ano novo terminou em tragédia. De acordo com dados de órgãos competentes da ONU (Organização das Nações Unidas) o número de catástrofes climáticas tem aumentado bastante, no Brasil temos acompanhado - principalmente na região sul e sudeste - chuvas torrenciais, dezenas de mortos e desabrigados. O Brasil não se encontra preparado para lidar com esse tipo de problema, nos últimos anos nunca se discutiu tanto sobre meio-ambiente; a mídia e até o próprio comércio exploram exaustivamente o assunto. O homem é completamente vulnerável, quando se trata da fúria da natureza. No momento do sofrimento precisamos de um conforto, que a ciência e a tecnologia são incapazes de fornecer.
A indústria do entretenimento é uma das que mais lucram no mundo, gostamos de viver distraídos, de esquecer a realidade, no entanto ainda que adotemos a política do “tô nem aí”,um dia as coisas acabam nos atingindo,somos sempre surpreendidos, justamente pelo fato de que não gostamos de ouvir conselhos, somos orgulhosos, preferimos seguir o nosso próprio faro. Tudo isso me faz lembrar o Titanic, que rendeu alguns milhões de dólares de bilheteria, quantos avisos não foram dados?Sem dúvidas umas das melhores analogias é a da humanidade e do Titanic, sendo assim nos encaminhamos para o grande impacto com o iceberg.
O planeta Terra é uma bola de gude no meio do Universo, somos muito frágeis, somos meros mortais. Pensar sobre a brevidade da vida nos torna mais humildes e até mais solidários, é bem verdade que ninguém gosta de falar sobre a própria morte. Com toda essa onda de cientificismo, a humanidade tem se afastado cada vez mais da idéia de um Deus Criador, céticos em todo o mundo lançam seus ataques ferrenhos a qualquer idéia de religião, sem contar que as religiões da moda são justamente aquelas que alimentam o nosso ego, que fazem do homem um semideus. Há dois tipos de ateus (aqueles que negam a existência de Deus), os que declaram abertamente as suas convicções e negam a existência do Criador; e aqueles que fazem da religião um objeto de superstição e misticismo, baseados em uma fé cega, desprovidos de qualquer senso crítico.
Quando nos deparamos com situações caóticas e de miséria, quando estamos cara a cara com a morte; nossos títulos, diplomas, dinheiro, são absolutamente inúteis. Não é preciso eu fazer uso de argumentos científicos, e gastar linhas e linhas para provar que todos nós temos em nosso interior um impulso natural para o divino e o sagrado, há um senso de eternidade em nossos corações. Você já questionou a sua própria fé, ou você se encontra em um sistema religioso simplesmente porque sua família toda acredita? Analise a sua própria fé, ainda que seja impossível fazê-lo empiricamente, a fé pode ser analisada dentro da sua própria lógica.
Talvez o leitor esteja se perguntando por que estou falando sobre fé e sofrimento. Pelo fato de que todas essas misérias que tem acontecido no mundo e da morte de entes queridos, nos fazerem parar e pensar na brevidade da vida, na sua complexidade, se Deus existe ou não; coisa que não fazemos quando as coisas na vida vão bem, mas quando somos atingidos pelo sofrimento, a maioria lembra de Deus - se não para pedir ajuda, o fazem para jogar nele toda a culpa da própria desgraça. Existe um veneno disseminado pelo mundo chamado de relativismo, que afirma não haver verdades absolutas, porém a própria afirmação já é uma verdade absoluta, o que invalida esta idéia. Na verdade o homem se encontra confuso, perdido, buscando resposta. O homem moderno zomba daqueles que professam a fé em Deus, se não o fazem publicamente para não parecerem preconceituosos, o fazem no íntimo; de maneira que a suas críticas vazias são apenas uma manifestação inconsciente do vazio de suas almas. Enquanto o mundo é abalado por toda sorte de males, nenhum cético ou zombador tem uma proposta melhor do que Deus.
Fevereiro de 2010
Nada é relativo
Relativo ao Universo,
não sou nada.
Relativo a outro ser humano,
sou igual.
Relativo a biologia,
um animal racional.
Relativo a nacionalidade,
brasileiro.
Relativo a raça,
sou humano.
Relativo ao mundo,
sou mais um na multidão.
Relativo ao governo,
sou um número.
Relativo a religião,
cristão.
Se eu vivesse de relativismos,
seria confuso.
Prefiro o que é absoluto,
que nunca muda,
o caminho, a verdade e a vida
Jesus Cristo,
Por isso,sei quem sou
e não vivo confuso na vida.
Relativo a Deus,nada é relativo.
Everton Rocha Carneiro - evertonrc@gmail.com

