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Novembro de 2009
Mobbing - Assédio Psicológico - no Trabalho
ASSÉDIO MORAL
O reconhecimento do mobbing como uma nova causa de mal-estar e adoecimento no trabalho tem mobolizado pesquisadores da área da saúde mental ocupacional. A presença da violência no ambiente de trabalho implica em custos consideráveis para os indivíduos em termos de saúde e em relação a seu emprego e para a organização dado o impacto causado pelo absenteísmo, baixa na produtividade e rotatividade de pessoal.
Segundo o psicólogo alemão Heinz Leymann, definiu o termo “mobbing” como o fenômeno no qual uma pessoa exerce violência psicológica extrema, de forma sistemática e recorrente e durante um tempo prolongado – por mais de seis meses e que os ataques se repitam numa freqüência media de duas vezes na semana – sobre outra pessoa no local do trabalho, com a finalidade de destruir as redes de comunicação da vítima ou vítimas, destruir sua reputação, perturbar a execução de seu trabalho e conseguir finalmente que essa pessoa ou pessoas acabe abandonando o local de trabalho.
Formas de expressão do Assédio Moral:
Impor sobrecarga de trabalho; Sonegar informações e criar dificuldades para a realização de um trabalho; Desqualificar as pessoas, não respondendo a solicitações, perguntas, cumprimentos, como forma de menosprezo, humilhação; Desmoralizar o trabalho ou colocar em dúvida a competência das pessoas; Mostrar indiferença pelas condições em que as pessoas trabalham, ou fazer cobranças desmedidas; Exaltar-se nas suas comunicações ao funcionário; Ameaçar constantemente com a possibilidade de desemprego ou demissão.
A psicóloga Margarida Barreto, mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo, caracterizou alguns tipos de chefes:
Profeta: vê como um desígnio quase que divino “enxugar” a empresa. Trata as demissões como uma missão que tem que cumprir e se orgulha desta realização.
Pit-bull: ataca, é violento e maligno. Tem prazer em humilhar e revela uma frieza próxima ao sadismo ao demitir as pessoas.
Troglodita: é áspero, indelicado, rude. É precipitado nas suas decisões, implanta normas e todos devem se submeter ao que impõe.
Tigrão: encobre sua insegurança, sua incompetência, agredindo as pessoas. Necessita fazer exibições do seu poder para se sentir respeitado.
Mala-babão: promove-se adulando os seus superiores. É controlador e delator dos outros. É uma espécie de capataz moderno.
Big Brother: entende que “não é com vinagre que se apanha Moscas”. Torna-se confidente dos seus colegas e usa desta vulnerabilidade para
expor as pessoas, rebaixá-las ou até demiti-las.
Garganta: não enxerga a sua incompetência e tem necessidade de se auto-afirmar o tempo todo. Não admite que subalternos saibam mais do que ele.
Tasea (“tá se achando”): esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias. Se algum projeto tem sucesso, ele é o responsável; se fracassa, a culpa é dos funcionários, que são incompetentes.
Com o aumento do estresse e tensão e diminuição do bem-estar psicológico, resultantes do processo de “mobbing”, provocando efeitos adversos da violência psicológica na saúde: ansiedade, depressão, sintomas psicossomáticos, agressividade, desconfiança, prejuízos cognitivos, tais como, dificuldade de concentração ou de pensar claramente, reduzida capacidade para a resolução de problemas, sentimento de inutilidade, isolamento e solidão, crises de choro, deterioração das relações interpessoais e transtorno por estresse pós-traumático e outros. Outros sintomas de doenças são comuns devido a psicossomática, tais como: desconforto gástrico, perda de apetite e náusea, dores generalizadas,palpitações, tremores, insônia ou sonolência excessiva, dor de cabeça constante, tonturas, falta de ar e até tentativa de suicídio.
Assédio Moral é crime
Já está provado que o ASSÉDIO MORAL é tão prejudicial ao seu sucesso profissional, quanto à sua vida e o único modo de combater tal "crime" é denunciar, pois calando-se você só irá contribuir para que outras pessoas também sofram desse mal.
Para denunciar o Assédio Moral, basta você entrar em contato com a DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO ou com algum ÓRGÃO DE SAÚDE de seu Estado ou então contratando um auxílio jurídico (advogados que tratam dessa causa).
Fonte de pesquisa: http://www.assesdiomoral.org / http://www.justicadotrabalho.com.br / http://www.tribunalpopular.hpg.com.br
Vicka Luz
Dezembro de 2009
Solidão
Solidão não é a falta de pessoas para conversar, passear ou fazer sexo... Isto é CARÊNCIA.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é SAUDADE. Solidão não é o isolamento voluntário a que nos impomos, por vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é EQUILIBRIO.
Solidão não é o claustro voluntário que o destino nos impõe... Isto é um principio da NATUREZA. Solidão não é o vazio de pessoas ao nosso lado... Isto é CIRCUNSTÂNCIA.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
A idéia que a maioria das pessoas faz da solidão é de um sentimento doloroso que nos acomete em determinados momentos. Aquela sensação de mal-estar que nos invade na sexta-feira à noite ou no domingo à tarde quando estamos sozinhos em casa, sem programa. Ou é o estado em que um amigo se encontra porque está passando por um período difícil, depois de uma separação. Na verdade, a solidão é uma condição imanente ao homem, faz parte da vida. Só que, em certos momentos, a percebemos mais agudamente e não sabemos como lidar com ela.
O comportamento apresentado pelas pessoas solitárias pode ser uma forma de defesa contra traumas, sofrimentos e rejeições vivenciadas até mesmo na infância, revelando o medo do amor através do isolamento.
A origem essencial da solidão é o medo de amar, este pode ser visto no comportamento de fuga, ciúme e competição. Uma forma de lidar com a solidão é demonstrando os sentimentos, através de atitudes de doações em relação ao outro, ou seja, tomar a iniciativa de interessar e amar o outro.
SOLIDÃO A DOIS
O próprio ciúme não é apenas a desconfiança, mas uma certeza que se transforma em algo mórbido, por percebermos que o outro pôde ou poderá não apenas atingir maior satisfação e poder sobre nós, mas, que em síntese, soube lidar melhor com seus complexos de rejeição e inferioridade. O ciúme é o irmão gêmeo univitelíneo da inveja.
Uma das experiências de maior angústia que recaem sobre determinado ser humano, é quando o mesmo descobre que apesar de usufruir de determinado relacionamento, não conseguiu efetivamente eliminar o problema da solidão. A sensação primeira é sentir que não se tem o que se merece, causando ansiedade e total desconforto pessoal. A primeira e básica lição para qualquer tipo de relacionamento, é expor a insatisfação, sendo este ato uma prova de real amor, pois abre a porta para que ambas as pessoas reflitam sobre o desafio de estar com alguém e manter a chama do prazer. A falta do diálogo franco e profundo, apenas aprisionam ambos nos fantasmas da carência e insatisfação generalizada. Toda vivência negativa deveria ter o intuito de transformar determinada barreira em um novo caminho de evolução da relação. Infelizmente preferimos perder nosso companheiro para uma trama mal resolvida do inconsciente da pessoa, renegando por completo o potencial criativo e a coragem de mudar. Como é extremamente fácil perder aquela habilidade ou fidelidade em admirar o outro. O fato é que a maioria dos relacionamentos, provam a dificuldade de se encontrar pessoas que realmente caminhem juntas, no mais profundo de suas almas e atitudes. (Antônio Carlos Alves de Araújo-Psicólogo).
Então para encerrar, vamos de Sandra de Sá...
Solidão, dá um tempo e vá saindo, de repente eu tô sentindo, que você vai se dar mal.
Solidão,meu amor está voltando, daqui a pouco está chegando, me abraçando todo meu, meu, meu...
A solidão é nada, você vem na hora errada, em que eu não te quero aqui
Que solidão que nada, eu preciso é ser amada,eu preciso é ser feliz
Solidão, ele disse que me ama, se amarrou em mim na cama, me levou até o céu, céu...
Vicka Luz
Janneiro de 2010
Anorexia
Drunkorexia, ou anorexia alcoólica, termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição.
Estudos psiquiátricos apontam que o alcoolismo, em especial o feminino, pode ser relacionado a problemas psicológicos associados à depressão, ansiedade, anorexia e bulimia. Essa observação se mostra verdadeira quando levado em conta que o álcool, por anestesiar emoções negativas, muitas vezes é ingerido quando a mulher se encontra frustrada e deseja “esquecer” certos fatos.
O consumo exagerado de bebidas alcoólicas provoca a perda de apetite, acarretando graves problemas no aparelho digestivo. Esta não é uma doença propriamente dita, ´mas sim um sintoma do alcoolismo, e tem como tratamento o mesmo que seria dado a qualquer outro alcoólatra.
Muitas dessas mulheres apresentam o “binge drinking”, ingerindo grandes quantidades de bebida em curto período de tempo, podendo ou não provocar o vômito a fim de beberem novamente ou de evitar a ingestão das calorias por medo de engordar.
O metabolismo do álcool nas mulheres não é igual ao dos homens. Segundo o médico Drauzio Varella, se administrarmos para dois indivíduos de sexos opostos a mesma dose ajustada de acordo com o peso orgânico, a mulher apresentará níveis alcoólicos elevados no sangue. “A fragilidade aos efeitos embriagadores do álcool no sexo feminino é explicada pela maior proporção de tecido gorduroso no corpo das mulheres, por variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo mestrual e por diferenças entre os dois sexos na concentração gástrica de desidrogenase alcoólica (enzima crucial para o metabolismo do álcool)“, explica Drauzio Varella.
Como se trata de duas compulsões juntas, o tratamento para a drunkorexia é multidisciplinar, envolvendo psicoterapia e acompanhamento nutricional. Suporte da família também é fundamental para a evolução de alguns casos.
Seqüelas: problemas hormonais, que levam a irregularidade ou suspensão da menstruação dificuldade de fertilização; Ocorrência precoce de osteoporose; Danos ao estomago, intestino e esôfago, podendo ocasionar o surgimento de tumores; Problemas de fígado, como cirrose hepática; Depressão e problemas de memória – desidratação e anemia.
A perda de apetite seria também uma das outras muitas conseqüências da ingestão de álcool, como esofagite, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica, varizes e hemorragias, carência de absorção das vitaminas do complexo B que pode evoluir para uma pelagra, diabetes secundária pela interrupção da produção de insulina e inibição da absorção de outras vitaminas que aumentam a excreção. Além do desenvolvimento de anemia macrocítica, na qual os glóbulos vermelhos, células responsáveis pelo transporte do oxigênio no sangue, aumentam para um tamanho maior que o normal. Anorexia alcoólica, portanto, não seria o termo adequado para nomear o distúrbio, pois não é possível um anoréxico se tornar alcoólatra posteriormente.
Fevereiro de 2010
HIVida
Até hoje muitas pessoas acreditam que a aids é uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia de aids mostrou que todos têm de se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.
O Vírus da Imunodeficiência Humana, conhecido como HIV (sigla originada do inglês: Human Immunodeficiency Virus), é um vírus pertencente à classe dos retrovírus e causador da aids.
Esta designação contém pelo menos duas sub-categorias de vírus, o HIV-1 e o HIV-2. Entre o grupo HIV-1 existe uma grande variedade de subtipos designados de - A a -J. Porém com o passar dos anos, surgiram novas subcategorias desse vírus, devido a pessoas portadoras se relacionarem com outras também portadoras deste vírus e ocasionar uma mistura genética entre seus tipos.
AIDS
1 - Nas relações sexuais - Sexo anal, vaginal ou oral, no qual um dos parceiros esteja contaminado.
2 - Nas transfusões de sangue, quando o sangue estiver contaminado.
3 - Nas práticas de compartilhar agulhas e seringas (duas ou mais pessoas usarem uma só), especialmente no uso de drogas injetáveis, quando um dos usuários estiver contaminado.
4 - Materiais de acupuntura, tatuagens e outros objetos perfurantes e cortantes também podem representar perigo.
5 - Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e amamentação, se a mãe estiver contaminada.
ONDE NÃO HÁ RISCO DE SE PEGAR AIDS
1 - No beijo social, abraços e apertos de mão.
2 - No convívio familiar.
3 - No local de trabalho.
4 - Nos transportes coletivos.
5 - Nos aparelhos sanitários, pias e piscinas.
6 - No uso comum de pratos, talheres e copos.
7 - Nas picadas de insetos.
8 - Na doação de sangue.
A AIDS se caracteriza por astenia, perda de peso acentuadas e por uma drástica diminuição no número de linfócitos T auxiliadores (CD4), justamente as células que ativam os outros linfócitos que formam o exército de defesa do corpo. O organismo da pessoa que possui o vírus HIV torna-se incapaz de produzir anticorpos em resposta aos antígenos mais comuns que nele penetram.
Quando as células T são destruídas, o sistema imunológico não pode defender por muito tempo o corpo contra doenças e tumores. Várias infecções chamadas de infecções oportunistas se desenvolvem. Elas são chamadas desta maneira porque tiram proveito do da fraqueza do sistema imunológico. Estas infecções normalmente não causariam problemas graves ou fatais.
A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas:
1. infecção aguda;
2. fase assintomática, também conhecida como latência clínica;
3. fase sintomática inicial ou precoce e;
4. aids.
Infecção aguda
O tempo entre a exposição e os sintomas é de cinco a 30 dias. Os sintomas aparecem durante o pico da viremia e da atividade imunológica. As manifestações clínicas podem variar desde quadro gripal até uma síndrome que se assemelha à mononucleose. Além de sintomas de infecção viral, tais como: febre, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, rash cutâneo maculopapular eritematoso, ulcerações muco-cutâneas envolvendo mucosa oral, esôfago e genitália, hiporexia, adinamia, cefaleia, fotofobia, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas e vômitos. Os pacientes podem apresentar, ainda, candidíase oral, neuropatia periférica, meningoencefalite asséptica e síndrome de Guillain-Barré.
Fase assintomática
Na infecção precoce pelo HIV, também conhecida como fase assintomática, o estado clínico básico é mínimo ou inexistente. Alguns pacientes podem apresentar uma linfoadenopatia generalizada persistente, "flutuante" e indolor. Portanto, a abordagem clínica nestes indivíduos, no início de seu seguimento, prende-se a uma história clínica prévia, investigando condições de base como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças hepáticas, renais, pulmonares, intestinais, doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose e outras doenças endêmicas, doenças psiquiátricas, uso prévio ou atual de medicamentos. Enfim, situações que podem complicar ou serem agravantes em alguma fase de desenvolvimento da doença pelo HIV.
Fase sintomática inicial
Nesta fase, o portador da infecção pelo HIV pode apresentar sinais e sintomas inespecíficos e de intensidade variável, além de processos oportunistas de menor gravidade, principalmente em pele e mucosas.
Sinais e sintomas inespecíficos:
Sudorese noturna: é queixa bastante comum e tipicamente inespecífica entre os pacientes com infecção sintomática inicial pelo HIV. Pode ser recorrente e pode ou não vir acompanhada de febre. Nessa situação, deve ser considerada a possibilidade de infecção oportunista, devendo-se lançar mão de investigação clínica e laboratorial específicas.
Fadiga: também é frequente manifestação da infecção sintomática inicial pelo HIV e pode ser referida como mais intensa no final de tarde e após atividade física excessiva. Fadiga progressiva e debilitante deve alertar para a presença de infecção oportunista, devendo ser sempre pesquisada.
Emagrecimento: é um dos mais comuns entre os sintomas gerais associados com infecção pelo HIV, sendo referido em 95-100% dos pacientes com doença em progressão. Geralmente, encontra-se associado a outras condições como anorexia. A associação com diarréia aquosa o faz mais intenso.
Trombocitopenia: na maioria das vezes, é uma anormalidade hematológica isolada, com um número normal ou aumentado de megacariócitos na medula óssea e níveis elevados de imunoglobulinas associadas a plaquetas, síndrome clínica chamada púrpura trombocitopênica imune. Clinicamente, os pacientes podem apresentar somente sangramentos mínimos como petéquias, equimoses e, ocasionalmente, epistaxes. Laboratorialmente, considera-se o número de plaquetas menor que 100.000 células/mm3.
Processos oportunistas mais comuns na fase sintomática inicial
· Candidíase oral e vaginal (inclusive a recorrente);
· Leucoplasia pilosa oral;
· Gengivite;
· Úlceras aftosas;
· Diarréia;
· Sinusopatias;
· Herpes simples recorrente;
· Herpes Zoster
Aids
É a fase do espectro da infecção pelo HIV em que se instalam as doenças oportunistas, que são as doenças que se desenvolvem em decorrência de uma alteração imunitária do hospedeiro. Estas são geralmente de origem infecciosa, porém várias neoplasias também podem ser consideradas oportunistas.
Infecções oportunistas podem ser causadas por microrganismos não considerados usualmente patogênicos, ou seja, que não são capazes de desencadear doença em pessoas com sistema imune normal. Entretanto, microrganismos normalmente patogênicos também podem, eventualmente, ser causadores de infecções oportunistas. Porém, nesta situação, as infecções necessariamente assumem um caráter de maior gravidade ou agressividade para serem consideradas oportunistas.
As doenças oportunistas associadas à aids são várias, podendo ser causadas por vírus, bactérias, protozoários, fungos e certas neoplasias:
Vírus: Citomegalovirose, Herpes simples, Leucoencafalopatia Multifocal Progressiva;
Bactérias: Micobacterioses (tuberculose e complexo Mycobacterium avium-intracellulare), Pneumonias (S. pneumoniae), Salmonelose;
Fungos: Pneumocistose, Candidíase, Criptococose, Histoplasmose;
Protozoários: Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporíase;
Neoplasias: sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin, neoplasias intra-epiteliais anal e cervical.
É importante assinalar que o câncer de colo do útero compõe o elenco de doenças que pontuam a definição de caso de aids em mulher.
Seu tratamento inclui:
- Testes laboratoriais para verificar o funcionamento do sistema imunológico, a quantidade de HIV presente no sangue e para constatar a provável presença de infecções ou outros problemas médicos.
- Tratamento antiviral, como as drogas zivodine (também chamado ZDV ou AZT), didanosine (ddi),lamivudine (3 TC), e nunca inibidores protease.- Exames dentários regulares por que pessoas que são HIV positivo tem um alto índice de anormalidade bucal, incluindo doença da gengiva.
- Tratamentos preventivos para doenças como: - Pneumocystis carinil pneumonia (PCP)- tuberculose - toxaplasmose(evite carne crua e caixas de areia de gatos)- tétano- hepatite B- pneumococcus - resfriados- tratamentos para infecções oportunistas e tumores a medida que se desenvolvem.
Drogas como AZT, ddi, e os novos inibidores de protease são muitas vezes prescritos para pessoas em ambos estágios (inicial ou avançado) da infecção HIV pois podem retardar o começo da doença, embora não promova a cura. Muitas outras drogas e combinações de drogas têm sido prescritas ou investigadas. O tratamento com drogas para prevenir Pneumocystis carinil deve ser iniciado quando a contagem do CD4 é menor que 200. Pode ser iniciado antes, se tiver histórico de PCP anterior. Problema de visão são muitas vezes indicadores de infecção oportunistas em indivíduos HIV positivo. Diga ao médico imediatamente se apresentar sintomas tais como visão embaralhada ou perda parcial da visão. Procure fazer o tratamento em clínica que utilize a concepção gerencial no cuidado dos casos. Esta aproximação enfatiza o cuidado de equipe coordenado por um gerente de casos. O gerente ajuda na comunicação com todos que estão envolvidos no tratamento. Outras vantagens incluem:- Cuidado médico atualizado será disponibilizado. - Tratamento de ambos aspectos: médico e social.- Ajuda de recursos locais (médico, social, financeiro).
CTA(Centros de Testagem e Aconselhamento):
São serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente. Todos os testes são realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS) e por ela controlados.
O atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem realiza o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde que a orientará sobre resultado final do exame, independente dele ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.
Ao procurar um CTA, o usuário desse serviço tem direito a passar por uma sessão de aconselhamento, que pode ser individual ou coletivo, a depender do serviço. O aconselhamento é uma ação de prevenção que tem como objetivos oferecer apoio emocional ao usuário, esclarecer suas informações e dúvidas sobre DST e HIV/aids e, principalmente, ajudá-lo a avaliar os riscos que corre e as melhores maneiras que dispõe para prevenir-se.
Além do aconselhamento, outras ações de prevenção são realizadas pelos CTA, dentro da unidade de saúde (ações intra-muros) e fora dela (ações extra-muros). Também disponibilizam insumos de prevenção, como camisinhas masculinas e femininas para a população geral, gel lubrificante para profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens e kits de redução de danos para pessoas que fazem uso de drogas.
Acesse a lista de CTA em seu estado pelo link "Onde encontrar", na coluna à direita. Em caso de dúvida, escreva para: cta@aids.gov.br.
Muitos outros serviços de saúde, como Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família, Serviços de Atenção Especializada em Aids (SAE), além de laboratórios particulares, também podem oferecer diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites. Por isso, se não houver um CTA próximo do local onde você mora, informe-se sobre a disponibilidade dos exames para diagnóstico nos demais serviços de saúde de seu município.
CONTAGIEM A TODOS!!!
Diga NÃO a discriminação!
Diga NÃO ao preconceito!
Seja um COLABORADOR, faça sua parte!
A melhor saída ainda é a Prevenção e a Conscientização!
COMO FAZER O TESTE GRATUITO: acesse o link www.aids.gov.br
Procure o CTA (Centros de Testagem e Aconselhamento) da sua cidade.
Por VickaLuz

